12

    Nem uma possível revisão dos contratos de concessão na área de infraestrutura, devido à queda abrupta de demanda provocada pelo avanço do novo coronavírus no País, alterou os planos da Inframérica de passar para a frente a concessão do Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, construído e administrado pelo grupo argentino desde 2014.

    A revisão, que será feita caso a caso e pode incluir até reajuste de tarifas cobradas dos usuários, não alterou nenhum milímetro a decisão da companhia, tomada antes da pandemia, de buscar uma compensação pelo investimento e aguardar que a concessão do terminal finalmente mude de mãos, disse nesta terça-feira (19) Rogério Coimbra, diretor de assuntos corporativos da Inframérica.

    Com o aeroporto com apenas dois voos por dia para Guarulhos (SP), justamente por conta da pandemia do novo coronavírus, a empresa se viu obrigada a operar de forma restrita no terminal, aderindo ao programa do governo federal que permite redução de jornada de trabalho em 30%.
    “Mesmo assim, continuamos arcando com os benefícios, como plano de saúde, mantendo a disposição de só deixar a administração do aeroporto tão logo a relicitação ocorra e possamos deixar a operação de São Gonçalo do Amarante”, acrescentou Rogério.

    Em abril último, por conta da pandemia, os voos domésticos no Brasil, que transportavam 399 mil passageiros, registraram uma queda de 94% na comparação com o mesmo, período do ano passado, segundo a Agência Nacional de Aviação (Anac). Antes disso, a grupo Inframérica já havia comunicado a intenção de devolver à União a concessão do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, o primeiro do Brasil a ser transferido para a iniciativa privada, em 2011, e o primeiro aeroporto federal a ser construído totalmente pelo setor privado.

    Em nota, na ocasião, a empresa afirmou que um dos motivos para a entrega do terminal foi a redução no tráfego de passageiros.

    Por AgoraRN

    comentarios